Seu texto aqui #O perfume a chama…

Oi gente! Hoje o texto é da linda Mariana do blog Um gole de vida =)

O perfume a chama…

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Sempre ouvi dizer que havia muita adrenalina naquilo que é proibido. Mas, talvez por medo do desconhecido, nunca havia experimentado. 

O dia amanheceu chuvoso e cinza. Acordo sobressaltada, com um frio incomum. Pego meu celular, existem algumas mensagens nele e um convite simples e direto: 
“Vamos nos ver hoje à noite?”.
Primeiramente aceitei, não tinha nada a perder, combinamos o horário e continuamos uma conversa comum.

Levantei, permaneci com minha camiseta larga, calcinha e pantufas de zebra. Os cabelos em um rabo de cavalo, fios soltos, realmente como havia acordado. Passei meu café e comecei minhas tarefas domésticas como era o costume de domingo. A música nos fones me ajudava a refletir: Realmente era aquilo que queria?

Ia contra todos os meus princípios, mas minha curiosidade sempre fala mais alto. 
Logo os pensamentos sobre desistir daquela loucura evaporaram, como a fumaça do meu cigarro.
Eu estava nervosa por não saber o que me esperava, passei o dia todo naquela aflição horrível, hora queria, hora não.

Era uma noite fria de agosto, enfim o horário combinado chegou, por sorte a chuva tinha dado uma trégua, mas o frio realmente estava demais. 
Vesti minha meia ⅞ (que tinha um detalhe de renda preta na parte da coxa) uma saia e blusa preta, meu casaco na altura dos joelhos e saltos. Nunca havia me vestido daquela forma, por um momento, me senti como se estivesse indo fazer um programa. Talvez pelo fato de eu estar fadada ao meu jeans surrado e meu AllStar preto todos os dias, eu me sentia estranha. 
Sentei no banco, a primeira frase me fez ter vontade de sair correndo dali:

“- Que feio, entrando no carro de um cara que tu não conhece”. Medo, muito medo.
Respondi com uma serenidade absurda, sorrindo:

“- Aah! Você não faria nada de ruim comigo, até porque tu é bem conhecido.”.
Calei a boca dele.
Saímos dali, o encontro estava predestinado- pelo menos na minha cabeça. Me pegaria no horário marcado, faria a pergunta clichê de “você quer ir aonde?”, eu responderia “Não sei, decide você”… – e de fato, foi o que aconteceu. Ele tomou as rédeas e decidiu pra onde iríamos.

Se você acha que fomos pro motel, se enganou (primeira vez na vida que isso não acontece). Ele dirigia o carro, fazendo carinho na minha mão e falando coisas aleatórias, alguém com muito conteúdo pra uma mera mortal como eu. Andamos muito, eu já estava perdida e morrendo de medo, afinal quem sairia com alguém que nunca tinha visto? Por esse motivo eu não estava muito à vontade com a situação e quase não falava. 
Paramos em frente à praia, ao contrário do dia cinzento a noite estava linda, a lua era majestosa e imponente.  Eu ainda não sabia como me comportar, mas ele sabia! Chegou bem perto e passou o dedo no meu lábio inferior, os olhos sorriram e foi nesse momento que comecei a me sentir à vontade. Fechei os olhos e puxei o ar, me beijou lentamente, mas exigente. A boca tinha um gosto de chiclete de hortelã. O beijo encaixou e fomos aumentando a velocidade. Foi ficando carnal, meio grotesco, forte. No som tocava uma música do Pouca Vogal (não lembro qual música era).

Ele sugeriu que fossemos para o banco de trás, era mais confortável. Sem pensar duas vezes, fui. O tesão entre nós era palpável e totalmente indiscreto.
Eu ainda estava vestida, os toques começaram a ficar ameaçadores (de um jeito bom, óbvio) nada de gestos calculados e mecânicos, cada sensação era nova, diferente. Realmente o proibido liberava uma considerável quantia de adrenalina. 
Tirei o casaco e os sapatos, ele me beijava, passava a língua e mordia meu pescoço, sussurrava coisas no meu ouvido… Senti todos os pelos inexistentes do meu corpo se arrepiarem. Ele puxava meu cabelo pra frente e colocava o dedo indicador na minha boca e cada vez mais eu tinha vontade de gritar:

“-me faça sua, aqui e agora!”.

 Mas não, não gritei. Deixei que ele conduzisse tudo, eu só queria me entregar, ser levada ao meu limite, só queria ser um fantoche. Ele levantou minhas pernas no banco da frente e beijou meu tornozelo e veio espalhando beijos cheios de vontade até a altura da renda da meia enquanto passava as unhas na outra perna.

Nesse momento eu já não sentia mais vergonha de nada, deixei que tesão me conduzisse, coloquei a mão entre as pernas dele, ele estava duro, comecei a acaricia-lo, beijando-o. Ele suspirava dentro da minha boca e aquilo me dava uma vontade louca de tirar a roupa e sentar no colo dele.

A minha calcinha estava quase se desfazendo de tão molhada que eu estava, praticamente implorando um carinho mais ousado, ela pulsava de uma maneira que jamais poderei explicar. Quase que por uma transmissão de pensamento, foi o que ele fez, tocou por alguns segundos e tirou a mão, minha decepção era visível, eu queria mais! Ele ria ( que vontade de bater nele). Então ele colocou a mão novamente, desse vez não tirou.

Aaaah! Eu era gemido, arrepio, tesão, naquele momento eu era mulher, como jamais tinha sido. Tirou a mão e colocou os dedos dentro da minha boca, eu chupava sentindo meu próprio gosto, ele aprovava o gesto e me incentivava a fazer mais. Voltou com uma mão pra onde ele jamais deveria ter tirado, com a outra soltou meu sutiã com maestria (só pode ter feito algum curso). Pegou com força meu peito direito e chegou a boca bem perto, assoprava e mordia, colocou a boca toda e chupava com vontade. Eu estava pronta pra gozar, já não sabia onde colocar minhas mãos, tinha vontade de arranha-lo, mas não podia. Foi quando agarrei o encosto do banco.

Eu gemia, minhas pernas tremiam, meus batimentos estavam acelerados, precisava recuperar o ar mas, meu corpo pedia que não parasse. Então deixei que tudo explodisse. Gozei. Apertei as pernas com a mão dele no meio, eu podia sentir meu gozo escorrendo pelas coxas. Xinguei. Foi então que ele me deu um tapa no rosto. Apertei os dentes e sorri. Nesse momento eu tinha vontade de começar tudo de novo. 

 Fiquei um tempo deitada no peito dele, até recuperar minha respiração, os vidros estavam abertos para que o embaçado saísse. 
Eu quis retribuir a gentileza do gozo que ele havia me dado, então abri o botão da calça e comecei acaricia-lo por cima da cueca, olhando nos olhos, ele praticamente implorava pra que eu não olhasse pra ele daquela forma, mas era inevitável. Segurou meu cabelo com força e puxou minha cabeça para baixo- SIM! Ele me dominava por completa. Todos os meus sentidos e sensações eram dele naquele momento. Eu gostava do que estava acontecendo, me sentia totalmente submissa a seus desejos. Segurando meu cabelo, ele fazia com que eu engolisse todo, ele ditava o ritmo. Suspirava e colocava a cabeça pra trás, ele queria olhar, mas também queria só sentir. Assim como eu, ele também chegou ao êxtase.

Ele sorriu, provavelmente agradecendo mentalmente pelo orgasmo (que ainda tive que limpar com os dedos, porque um pouco ainda escorria no canto da minha boca). Doce, espesso era o gosto do desejo dele…
E assim termina o relato de uma noite com várias sensações diferentes, dessa vez não foi sonho, foi real.

Talvez essa seja uma situação daquelas que te faz acordar de bom humor no outro dia. Talvez seja uma realidade não tão boa, porque junto com o bom humor veio uma ressaca moral, uma consciência pesada. Talvez seja bom pra mim, conviver com pessoas bem resolvidas mas também talvez, não seja tão bom assim.

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