Bonzinho só se fode?

Ser bonzinho é ruim? As pessoas pisam? Você deve mudar? Quais os hábitos dos bonzinhos? Hoje, aqui no blog! 😀

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Você é boazinha? Quando você é legal com os outros eles abusam, pisam em você, acham que têm o direito de fazer o que quiser e como quiser porque você sempre vai aceitar. E você aceita mesmo, pois pensa: Por que não fazer tal coisa? A pessoa está muito ocupada mesmo; Por que não ajudar? Tudo bem que vou me atrasar, mas pelo menos ajudei; Por que não perdoar uma traição mais uma vez? Todo mundo erra, ser humano é assim mesmo; Não erro, mas deixo as pessoas errarem comigo  porque eu posso aguentar o tranco, elas não. Etc, etc…

Os bonzinhos sempre arranjam motivos para justificarem suas bondades. Seja por meio da personalidade do outro, do histórico, ou da culpa que irão sentir, porque sim, os bonzinhos se sentem culpados quando falam não! Eles optam por ficarem mal consigo mesmos do que deixarem a outra pessoa mal, ou porque é da natureza deles, gostam de agradar, ou por se importarem com a opinião dos outros, ou por se desmerecem perante os outros… Cada um tem seu próprio motivo para agir assim.

As pessoas devem ser flexíveis e boas umas com as outras desde que isso não as machuquem e não interfiram em seu convívio. Ou seja, bonzinho só se fode se ele próprio deixar isso acontecer, pois ele deve conhecer seus limites e saber até onde as coisas devem ir. Tudo o que acontece na sua vida é responsabilidade sua. Se você é bom com todo mundo não se sinta mal, você faz a sua parte. E a partir do momento que você se sentir mal com alguma situação, pois você irá se sentir, é só respeitar suas próprias vontades. Excesso de gentileza gera certo desprezo, mas como diz a imagem acima, isso é um defeito das pessoas e não seu.

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47 comentários sobre “Bonzinho só se fode?

  1. Perfeito post. Não consegui deixar de parabenizar por escrito. Eu tenho imensa dificuldade em dizer não. E, às vezes, vivo num dilema. Fico triste se digo não, e ferrado da vida se digo sim ao que gostaria de dizer não, mas não disse por (ufa) ficar triste ao dizer não. Algumas vezes opto por ficar ferrado, e outras por ficar triste. Haja confusão. Parabéns pelo post, e ótima noite, cara amiga.

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  2. Acho que às vezes ser muito bom é muito mau, por incrível que pareça. Todos se aproveitam da sua bonomia: amigos, parentes, chefe e até companheira(o). Não devemos deixar de ser bons, mas devemos dosar nossa bondade, distribuindo-a quando e se as pessoas a merecerem.
    Mais um brilhante post, minha querida Amiga Mel.
    Um beijo gigante em ti e na sempre querida Aline.
    Alex

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  3. Eu já ouvi um debate interessante sobre isso na CBN. Um rapaz achando que estava de saco cheio de ser bonzinho, e que ficava muito frustrado em ver os canalhas se dando bem. Então, a idéia dele exposta para o médico (acho que era um psiquiatra), era de se tornar um canalha para se dar bem também. E o médico mandou na lata dele sem pensar duas vezes: “O canalha não se preocupa com o que causa no outro. Não tem empatia. Por mais que tente se comportar como um, quando você for dormir, vai pensar no que fez e vai achar errado. O canalha não! Ele faz e pronto. Portanto, o máximo que vai conseguir é aumentar a sua frustração.” E eu acrescento: não importa quantidade; o que importa é qualidade. As 10 que caem nos papos patéticos dos canalhas não valem uma que está em busca de algo sério.

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  4. Bom texto, boa reflexão!
    Afinal, quem nunca passou por isso?
    Importante saber que podemos ajudar o outro, mas não podemos pegar as responsabilidades dele pra nós, pois cada um deve ser responsável por si mesmo.
    Um abraço!

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  5. Siiiim! Com certeza!
    Não me vejo muito como boazinha, mas me sinto idiota muitas vezes. Bateu em casa aquilo que escreveu dizendo:”…deixo as pessoas errarem comigo porque eu posso aguentar o tranco, elas não. ” Sempre tendo a pensar assim o que é uma merda. A última que me aconteceu tem pouco tempo e “me foder” nem define. Cheguei a aceitar ser acusada de algo que não fiz porque achei que a pessoa em questão não tinha mais condições psicológicas de aguentar mais uma pancada. Quem se fodeu no final? Isso mesmo, euzinha. Agora acho que ficar calada acabou mais por virar uma vingança não desejada, do que qualquer coisa, pois quem realmente fez a merda, continua, com certeza, como alguém de confiança. Nesse caso ser “boazinha” surtiu efeito contrário. Quando me toquei disso, descobri que finalmente aprendi algo ali. Há momentos na vida em que precisamos aprender ou passar a vida se fodendo. Ainda prefiro ficar calada a ser desagradável, mas tem horas que simplesmente não dá e tem gente que implora, aí não posso me responsabilizar mais. Também é uma forma de ser gentil, atender a pedidos. 😀
    Na verdade nem gosto dessa palavra “boazinha”, me irrita, mas algumas atitudes não fogem muito e esse estereótipo. E essa que falei foi uma.
    Agradar a muitos, não agrada a ninguém no final.
    Sinceramente, não sei se vale a pena, mas também não sei se, quando é da natureza da pessoa, vale a pena mudar. Como você mesma disse Mel, o problema é dos outros. Maaas, acrescento aqui, as consequências não. Tudo é uma escolha no final.
    Excelente texto Mel. Excelente.
    Bjooo

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    • Excelente comentário (como sempre)!
      Falando a respeito do que você teve que passar sendo boazinha, tudo é ensinamento. Acredito que agora você sabe que deve fazer as coisas de acordo com o que te fará bem e o que não.

      Estou tentando me policiar quanto a isso na minha vida rs…

      Beijoo

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  6. Eu adoro essa tirinha do post, acho ela bem realista: quando alguém te faz de boba é um defeito desse alguém e não seu. Lembre-se sempre disso!
    Eu sempre fui meio termo, tenho meus momentos de boazinha, que faz tudo para ajudar alguém, mas quando isso deixa de me fazer bem eu paro, respiro e vou fazer algo por mim. Quando percebo que estão abusando não continuo e sigo a vida sem me sentir mal por ser boazinha. Cada um paga pelo que faz e o que importa é a nossa consciência limpa para deitar tranquilo à noite ❤
    Beijos!
    http://www.amesmaessencia.com/

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  7. “Ou seja, bonzinho só se fode se ele próprio deixar isso acontecer, pois ele deve conhecer seus limites e saber até onde as coisas devem ir.”

    Acho que essa passagem explica bem. E sim, quem deve se sentir mal é quem tem espírito de porco o suficiente pra não aceitar um gesto bom e não exagerado de outra pessoa.

    Me lembro do que sempre diz um artista que gosto bastante, Stephen Fry: “Sejam excelentes uns com os outros”. Prefiro me guiar por isso do que ser frio por pressão social.

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  8. Muito bacana a matéria e outro ponto é que muitos na sociedade ensinam a serem perfeitos em bondade mas eles mesmo nao seguem pois sabem que o mundo é uma guerra tem dia de ser bom e darmos a outra face e tem dia de lutar .Uma pena que isso atinge muitos na sociedade apesar de todos estarem abrindo os olhos.

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  9. Mel me senti representada não só pelo texto mas também pelo seu blog ( Sou jornalista com um pé na psicologia, já morei fora….).
    Começando pelo post, também a vida inteira fui boazinha e trouxa mesmo! Dessas que fazem trabalho pros outros, não sabe dizer não, que empresta as coisas e não sabe pedir de volta e por ai vai.
    Acontece que com o tempo e com a maturidade vi que existe um bom termo entre ser boazinha e ser trouxa (aka idiota), acho que a gente percebe esse limite e acaba melhorando. Não que isso seja fácil, mas é um trabalho diário que começa no dia a dia.
    Iembrando que isso não quer dizer ser egoista, malvada ou não gostar da pessoa x ou y.

    Bem é isso ai

    Bjs
    Pri
    http://www.styledchicas.blogspot.com.br

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    • Que legal Pri que se identificou com o blog 🙂
      É verdade, depois que vem a maturidade a gente se toca e começa a mudar certas atitudes, nem tudo é fácil mas é aprendizado!

      Beijos e volte sempre! 🙂

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  10. Excelente post! Já me vi várias vezes neste dilema, ajudar ou não ajudar eis a questão…. E pior que grande parte abusa mesmo, sem dó nem piedade. Até achar um equilíbrio me tornei um tanto quanto egoísta, pra ver se paravam de abusar, mas aquela pessoa que me tornei não era eu. Enfim, vivo a buscar um equilíbrio porque deixar os outros abusar também não dá! Ok, o erro é deles, de fato, mas a pessoa tem de saber seus limites e se impor!!!

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  11. Mel! Me identifiquei demais com o seu texto. Também muito considerei muito “trouxa” por ser bom demais com os outros, até que entendi que quando os outros tiram proveito disso é um defeito deles, não meu.
    Mas é bem o que você disse, vamos conhecer e respeitar nossos limites! 😀

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  12. Olá, Mel! Adorei seu texto e não tem como tirar nada de sua razão. Ao lê-lo, não pude de deixar de pensar em mim mesmo, há alguns anos, quando chegava até parecer “capachismo” de tanta bondade. Como você disse, temos que “mediar” a bondade; não ser exageradamente bom, mas, muito menos, mau. Temos que saber balancear bem o yin e o yang. Daqui por diante, lerei mais seus posts, com certeza. 😉

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  13. Republicou isso em A Buscae comentado:
    Não sigamos a grande população, sabe porque ?
    Se muitos aceitam e segue, meu querido (a) algo está errado. Estude e reflita até que seus olhos sangram. O tempo passa rápido, você usando bem ou mal, o pouco tempo que resta. Repense na sua ética e moral. E foda-se o que os outros vão dizer.

    Curtido por 1 pessoa

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